10.15.09
A TARDE: 97 anos de circulação

Primeira página de A TARDE, de 1º de setembro de 2008
Hoje, 15 de outubro de 2009, o jornal A TARDE está completando 97 anos de circulação, quase um século de publicações ininterruptas, sempre tendo em pauta os interesses do Estado da Bahia e da sua população. Mesmo que em certas ocasiões, na condição de unidade de uma empresa, sua Redação enfrentasse caminhos difíceis, dolorosos, que colocavam em xeque os seus profissionais.
Orgulho-me, não me envergonho em dizer que nesses quase 100 anos de jornalismo praticado por A TARDE, em que a ética continua a ser um lume, caso se possa traçar uma linha de interseção, a minha presença preencheria um terço do tempo gasto com a feitura do jornal até o dia 1º de setembro de 2008, quando desliguei-me, por decisão própria, da Redação.
Entrei para A TARDE no dia 1º de novembro de 1977 na condição de repórter estagiário, pois somente completaria o curso de Jornalismo, pela Universidade Federal da Bahia, em dezembro de 1978. A promoção viria em novembro de 1979, para Repórter de Setor, categoria B, numa escala progressiva de C a A. Desliguei-me do jornal na condição de Editor categoria A, pela mesma escala.
Como não sentir orgulho de, ao olhar para o caminho que percorro no Jornalismo, divisar esta escola fabulosa, este reduto de grandes homens e mulheres, profissionais de alto quilate, com os quais convivi mais da metade da minha idade até a presente data. Tem A TARDE 97 anos, tenho eu 56 anos; estaríamos um para o outro, na condição de avó e neto. Ainda sinto os afagos da sua Redação, jamais deles me esquecerei…
Ouso citar o poeta Olavo Bilac: Se hoje sou venturoso, devo ao trabalho o que sou! E devo, também, aos que estiveram ao meu lado nesta longa jornada de 31 anos, dentro da existência já quase centenária de A TARDE. Tantos os da minha época pioneira no Jornalismo, quanto os dos tempos mais contemporâneos, da Redação moderna, informatizada, congratulo-me com todos.
Aos que permanecem, sigam em frente, o caminho foi aberto por jornalistas que sabiam o que queriam e, principalmente, sabiam o que faziam. Que Deus continue a abençoar esta casa!
Eduarda Toralles disse,
16/10/2009 às 08:14
Sou dos tempos mais contemporâneas, e tive a felicidade de conviver contigo, de aprender com “jornalistas que sabiam o que queriam”. Também sinto muitas saudades dessa época, principalmente, dos amigos que muito me ensinaram. Beijos Ari.
ari donato disse,
16/10/2009 às 10:15
Duda, gauchinha querida, que felicidade ter você aqui. Obrigado pelas palavras carinhosas. Um beijo.
Melissa disse,
16/10/2009 às 10:37
Ari, com certeza você fez muita diferença para o A Tarde e, pelo que posso ser testemunha diária, trabalhando ao seu lado, posso dizer que o veículo perdeu muito.
É muito bom conviver com uma pessoa que sabe valorizar as suas primeiras escolas e ser grato a elas. Mas, muito do que você é e representa no jornalismo hoje é fruto de seu esforço pessoal.
Minha estrada ainda é bem curtinha, mas tenho muito a agradecer pela oportunidade de aprender com quem é referência para muitas pessoas.
Beijos
Cristina Laura disse,
16/10/2009 às 12:09
Meu adorado amigo Ari, menino-do-rio,violeiro e jornalista. Fiquei tão feliz qdo vi o caderno especial com vc como participante de uma história prestes a completar 100 anos. Claro que vc como neto (rs) e tb com muitos causos a serem contados deveria estar ali. Vc faz parte de minha vida engatinhada de A Tarde e cá estou falando nosssas velhas besteiras de jornalista ‘do mato’ para um ‘troço de mei de feira’! rsrs Td isso é só para dizer que vc me faz uma falta fdp!!! Bjos
ari donato disse,
16/10/2009 às 13:30
Cristina Laura, “meninadorio”, eu amo você. Um beijo muito grande
ari donato disse,
16/10/2009 às 13:32
Obrigado, Melissa. fico feliz com suas palavras. Vamos em frente e conte comigo. Um beijo
Iloma disse,
16/10/2009 às 15:54
Ô amigo, admito que meus olhos se transformaram em pocinhas! risos.. Apesar de ter, praticamente, a metade do seus 31 (eu, 17!) guerreiros anos de casa, também sinto saudade e me congratulo com teus sentimentos e palavras. Beijo grande. Você faz falta por estas bandas.
Jair Fernandes disse,
16/10/2009 às 16:13
Grande Ari,
Fiquei muito feliz e orgulhoso de ver você no caderno especial dos 97 anos! Você é um mestre – mais do que merecida a referência. Ainda sinto saudades daquela época de trabalho conjunto, quando você me ciceroneou nos meus primeiros meses de A Tarde. Receba meu abraço, carregado de afetuosa consideração! Abraço, “Arico”!
luiz tito disse,
16/10/2009 às 17:36
Se fotografia é uma cachaça que se bebe com olhos e embriaga o coração, trabalhar com você, me ensinou também a embriagar a alma de prazer. Essa convivência me fez também e descobrir que o jornalismo para mim não é apenas uma fonte sobrevivência, é muito mais do que isso. Muito obrigado, aprendi muito com você. Deus te ilumine hoje e sempre.
ari donato disse,
16/10/2009 às 22:05
Iloma, Jair e Tito, amigos de fé, obrigado pelo carinho. Beijos em todos.
Mário disse,
17/10/2009 às 14:31
Grande Ari!! Já sou orgulhoso de ser seu amigo e quando o vi na matéria sobre o aniversário do jornal fiquei muito feliz. Vc é e sempre será minha maior referência no jornalismo. Quando eu crescer, se for parecido com vc está bom!
rsrs…
Um abraço Ari, fique na fé!
bené (A TARDE) disse,
17/10/2009 às 14:52
Meu agrande amigo, Ari Donato, também sinto muita saudades, porém das amizades sinceras iguais a vc. que sempre observei seu comportamento ali dentro daquela empresa e que serviu de exemplo de ser humano para mim e muitos que estão ou que passaram por alí. Vimos,- porque cheguei lá 1 ano depois de vc.-, tantas coisas ruins mas sempre nos miramos nos bons exemplos trazidos de casa e enriquecido naquela empresa, onde tivemos a oportunidade e felicidade de conviver com muitos profissionais competentese, cobras do bom jornalismo, por isso conseguimos ficar esse tempo todo e sair orgulhosos dos nossos feitos. Parabéns mais uma vez, no entanto, sou suspeito em falar do seu profissionalismo e caráter como pessoa. Siga em frente com a sua fé em Deus que seus caminhos vão estar sempre sendo iluminados pelo Pai que nos deu a vida a qual sabemos, com certeza, valorizar esse dom. Lamentável é que a vida do mesmo jeito que nos aproxima, afasta-nos, mas é a lei, fazer o que?
Um grande abraço, meu amigo e parabéns mais uma vez pelo belo trabalho, texto e conteúdo e pelos sentimentos passados para muitos que estão engatinhando nessa profissão. lembranças a Géu, Rodrigo e Mariana, abração em todos.
Bené
adriany thatcher disse,
17/10/2009 às 15:13
“Hoje, 15 de novembro de 2009″????
ari donato disse,
17/10/2009 às 19:51
Obrigado, Adriana, muito obrigado pela correção. Muita emoção (rsss).
ari donato disse,
17/10/2009 às 19:58
Bené e Mário, muito obrigado e um grande abraço aos dois, abraço de saudade e de amizade. Fiquem com Deus.
Ana Cristina Olveira disse,
19/10/2009 às 19:01
Ari, querido;
É um lindo texto, na forma e no conteúdo, aliás, como tudo que você escreve. Recordações de um tempo bacana, que você viveu, e no qual eu me incluo um pouquinho. E TENHO MUITAS SAUDADES, ENORME SAUDADE.
Tenho um baita orgulho de ter sido sua companheira de trabalho e, mais ainda, de ser sua amiga para além da vida.
Você é uma lembrança eterna na minha vida.
Beijos e fique com Deus,
ari donato disse,
20/10/2009 às 14:55
Aninha, minha grande amiga. Obrigado. Um beijão
Wesley Sobrinho disse,
20/10/2009 às 15:37
Querido Ari!
Acredite, ter você como amigo é uma das bandeiras conquistadas durante minha jornada neste mundo que eu mais tenho orgulho de exibir. Você merece tudo de bom. Obrigado pelas lições que você me ensinou, inclusive aquelas que aprendi apenas olhando do meu cantinho escondido na Agência A Tarde. Foi muito bom dividir o mesmo setor na redação com você. Um grande abraço.
ari donato disse,
21/10/2009 às 09:47
Olá, Wesley, um grande abraço, meu amigo. Obrigado pelo carinho. Que Deus o abençoe!
adriany thatcher disse,
23/10/2009 às 09:28
não sei o q houve. escrevi um comentário maior, dizendo algo do tipo:
“acho que alguém aqui andou passeando no delorean, e esqueceu de nos contar como é o futuro.rsrs “Hoje, 15 de novembro de 2009″????”
de qqr modo, como a minha primeira visita se deveu ao acaso, [como alice, eu seguia um animalzinho apressado, um beija-flor] não me detive aqui o tanto que era merecido. agora q voltei, digo: parabéns! gostei da temática, dos textos, e dessa musicalidade enraizada desde uma infância tb na roça. lindo!
ari donato disse,
24/10/2009 às 13:11
Adriany, não cortei o seu texto, postei como veio.
Muito obrigado pelas palavras, elas me fazem ir adiante. Um grande abraço.