06.07.09
Final

Apocalipse // Pintura visionária de Guilherme de Faria (São Paulo, 1943), de 1964, 170x210cm, a óleo sobre chapa de Duratex, da coleção do cineasta Hector Babenko.
Na espreita, sente que ainda respiro.
Vem, arranca-me o último suspiro
e do peito separa-me a vida,
qual a borboleta da crisálida.
Tétrica. Ronda mi’a carne efêmera,
na disputa breve com a terra,
e envolve meus esquálidos ossos,
imóveis, lançados no fosso.
Mais não terá, se mais nada resta
para animar-lhe a funesta festa.
Ainda assim, segue sem clemência!
Quedo, sem medo, não sou sua presa!
Uma luz clareia-me a certeza:
- Tenho livres, alma e consciência.
Guilherme de Faria disse,
07/06/2009 às 21:47
Olá Ari! Adorei ver o meu Apocalipse ilustrando aqui o seu forte soneto, que combina mesmo com o quadro, pois tem elementos “tétricos”, de ossos e de terra…
Fique tranquilo, sirva-se de meus quadros se outros também o inspirarem, pois gosto de vê-los se espalhando, mormente se for em belos blogs como o seu.
Abraços
do Guilherme de Faria
ari donato disse,
08/06/2009 às 19:29
Muito obrigado, meu caro Guilherme. Muito obrigado, pela cessão da postagem e pelas palavras de carinho. Abraços.